A Cordilheira dos Andes se estende como uma colossal espinha dorsal ao longo da borda ocidental da América do Sul, sendo a cadeia montanhosa continental mais longa do mundo. Sua vasta extensão e topografia severa resultaram na existência de numerosos locais remotos que, por séculos, permaneceram em grande parte inexplorados. Devido a essa inacessibilidade e ao desafio logístico de mapear uma área tão gigantesca, muitas de suas montanhas mais altas passaram despercebidas ou tiveram sua real magnitude subestimada ao longo da história da exploração e do montanhismo.

Foto antiga de La Paz na Bolívia com o Illimani ao fundo. Mesmo próximo das montanhas levou muito tempo para ascensões passassem a ser comuns nos Andes após a colonização.
Os primeiros exploradores das maiores altitudes andinas foram, notavelmente, os Incas. Eles consideravam as montanhas sagradas (Apus) e realizaram ascensões rituais a picos que hoje ainda representam desafios consideráveis ao montanhismo moderno. No entanto, com a chegada dos colonizadores europeus, o vasto e intrincado terreno se provou um obstáculo monumental. A cartografia abrangente e precisa dos Andes permaneceu um desafio logístico e técnico intransponível durante o período colonial.
Este papel de mapeamento mais detalhado coube, em grande parte, aos cartógrafos e cientistas do século XIX, especialmente após a independência dos países sul-americanos, que iniciaram expedições científicas e de delimitação territorial. Contudo, mesmo com os avanços da época, a determinação precisa da altitude de picos remotos era inexata. Foi somente com o advento dos modernos satélites de sensoriamento remoto e da tecnologia GPS que se tornou possível, enfim, obter uma definição topográfica e altimétrica de precisão sem precedentes. Isso permitiu a elaboração de listas confiáveis das montanhas mais altas, em especial aquelas que sobressaem o limiar dos seis mil metros, revelando a magnitude real deste gigante geológico.
A Definição do Limiar de Seis Mil Metros
A tarefa de catalogar as montanhas andinas que ultrapassam os 6.000 metros de altitude (“seismiles” ou “seismiles andinos”) não é trivial, dada a vastidão da cordilheira e a complexidade de diferenciar picos principais de picos secundários ou subsidiários (ombros). Historicamente, diferentes listas utilizaram critérios variados, resultando em discrepâncias significativas.

Cordilheira dos Andes na Bolívia. Foto Pedro Hauck
Nos últimos 10 anos, houve um esforço notável para refinar e padronizar essa lista, com contribuições importantes de pesquisadores e montanhistas. M. Kausch e S. Imber, juntamente, destacaram-se nesse trabalho. Kausch e Imber, por meio de extensiva pesquisa e análise de dados topográficos modernos, contribuíram para listas que buscam o máximo de inclusão e precisão altimétrica utilizando o conceito de índice de dominância.
Já John Biggar popularizou listas baseadas em critérios de proeminência, especificamente, desnível topográfico (proeminência) de 400 metros. Este critério de 400m de proeminência é amplamente aceito no montanhismo para definir um pico como “independente” o suficiente para ser incluído em uma lista de montanhas principais, distinguindo-o de um pico subsidiário de uma montanha vizinha mais alta. Apesar de utilizarem abordagens conceituais ligeiramente diferentes, as listas resultantes desses autores são notavelmente semelhantes, conferindo uma validade cruzada aos resultados e solidificando o número aceito de picos principais com mais de 6.000 metros nos Andes.
:: VEJA MAIS: Lista de montanhas de 6 mil metros de John Biggar
A presente pesquisa se propõe a ser uma atualização e refinamento das listas de “seismiles andinos” já estabelecidas, utilizando dados altimétricos mais recentes e de maior precisão, incluindo levantamentos por DGPS (Differential Global Positioning System) e informações do projeto TanDEM-X. Esta reanálise corrobora muitas das medições históricas, mas também refuta algumas altitudes amplamente aceitas. Como resultado, esta nova lista provocou uma reorganização significativa no ranking das montanhas mais altas dos Andes: alguns picos galgaram posições, enquanto outros desceram. Uma diferença notável é o Monte Huascarán, que, conforme publicado em artigo de 2023, teve sua altitude oficial atualizada com DGPS de alta precisão, elevando-o à quinta montanha mais alta dos Andes. Na extremidade inferior da tabela, novas medições baseadas em dados do TanDEM-X também permitiram a inclusão de montanhas que pairavam no limiar dos 6.000 metros, confirmando seu status de seismiles e expandindo o catálogo oficial.
Como Sensores remotos no ajudou a descobrir as altitudes dos Andes
A ascensão de tecnologias de sensoriamento remoto revolucionou a cartografia de grandes cadeias montanhosas como os Andes. O sensoriamento remoto consiste na aquisição de informações sobre um objeto ou fenômeno sem contato físico direto, utilizando sensores a bordo de aeronaves ou, mais comumente, satélites, para registrar e analisar a energia refletida ou emitida pela superfície terrestre.
No início dos anos 2000, a Missão Topográfica Radar Shuttle (SRTM) da NASA e NGA representou um marco, utilizando um radar de abertura sintética a bordo do ônibus espacial Endeavour para mapear globalmente a topografia da Terra, produzindo o primeiro modelo de elevação digital (MED) de alta resolução e abrangência para grande parte do planeta, incluindo os Andes. Embora a missão SRTM tenha sido revolucionária para a cartografia global, sua tecnologia possuía limitações inerentes que a tornaram rapidamente ultrapassada à medida que métodos mais precisos surgiram. A principal limitação para o montanhismo era a resolução espacial. Na sua primeira versão pública (a versão de 3-arco-segundos), cada pixel no Modelo de Elevação Digital (MED) do SRTM representava uma área de aproximadamente 90 metros no solo.

Voids, locais sem dados nas imagens SRTM.
Essa baixa resolução resultava em um efeito de “achatamento” (smoothing) da topografia. Montanhas com cumes muito estreitos e pontiagudos, cujas dimensões laterais eram inferiores a 90 metros, eram, por vezes, representadas por uma altitude média do pixel, resultando em subestimações de suas altitudes reais nos dados do SRTM. Para picos que pairavam no limiar dos 6.000 metros, essa imprecisão podia significar a diferença entre ser listado como um “seismil” ou não.
Além disso, o SRTM enfrentou o problema dos “voids” (vazios ou buracos nos dados). Os voids são áreas onde o radar não conseguiu obter dados de elevação confiáveis. Isso ocorreu principalmente em:
- Nuvens: O vapor de água refletia o sinal de radar de forma inconsistente.
- Áreas com cobertura vegetal muito densa ou terreno muito íngreme: O radar tinha dificuldade em penetrar ou obter leituras precisas nessas condições.
Nos Andes, as áreas sombreadas e os picos extremamente íngremes e cobertos de gelo frequentemente geravam voids, forçando os cartógrafos a preencher essas lacunas por meio de interpolação com dados de menor precisão ou outras fontes, introduzindo potenciais erros nas altitudes de montanhas críticas. A superação dessas limitações foi um dos principais motivadores para o desenvolvimento de projetos subsequentes de maior precisão, como o TanDEM-X.
Mais recentemente, o projeto TanDEM-X, uma colaboração entre a agência espacial alemã (DLR) e a Airbus Defence and Space, superou o SRTM, empregando dois satélites de radar voando em formação para criar um MED global com precisão ainda maior e resolução espacial aprimorada. Esses dados modernos, especialmente os do TanDEM-X e medições por DGPS, foram cruciais para a presente pesquisa, permitindo o refinamento e a validação das altitudes dos “seismiles andinos” e a reorganização do ranking das montanhas mais altas.
A Lista Atualizada dos Seismiles Andinos
A lista a seguir apresenta o catálogo atualizado e refinado dos “seismiles andinos”—os picos com altitude confirmada acima de 6.000 metros—incorporando os dados altimétricos mais recentes e de maior precisão (DGPS, TanDEM-X e outras fontes modernas). Esta atualização reflete a reorganização mencionada no ranking dos picos mais altos da cordilheira.
| posição | altitude | nome | Região | país | observação |
| 1 | 6961 | Aconcágua | Andes Centrais | Argentina | IGN Argentina (Projeto SIGMA) |
| 2 | 6893 | Ojos del Salado | Puna de Atacama | Argentina – Chile | IGM Chile & IGN Argentina, A Medição Histórica de Precisão (1994) |
| 3 | 6795 | Monte Pissis | Puna de Atacama | Argentina | Expedição 2005 (GNSS) Corretiva |
| 4 | 6759 | Bonete Chico | Puna de Atacama | Argentina | IGN Argentina, SRTM v3, TanDEM-X (DLR): 6.770 m |
| 5 | 6757 | Huascarán Sur | Cordilheira Branca | Peru | Altitude corrigida em 2023. Fonte: Kutuzov, S., Thompson, L. G., Bolzan, J. F., Lavrentiev, I., Chernyakov, G., & Schoessow, F. (2025). A geophysical and glaciological survey of the highest tropical mountain glaciers (Mt. Huascarán, Andes). Journal of Glaciology, 71(236), e55. doi:10.1017/jog.2025.20 |
| 6 | 6748 | Tres Cruces Sur | Puna de Atacama | Argentina – Chile | IGM Chile, IGN Argentina, SRTM, Jonathan de Ferranti |
| 7 | 6739 | Llullaillaco | Puna de Atacama | Argentina – Chile | IGM Chile, IGN Argentina, SRTM v3:6.737 – 6.740, TanDEM-X:6.739 m |
| 8 | 6720 | Mercedario | Andes Centrais | Argentina | IGN Argentina: 6770m; SRTM v3:6.710 m; TanDEM-X:6.720 |
| 9 | 6658 | Vulcão Walther Penck | Puna de Atacama | Argentina | IGN Argentina e SRTM: 6.658 m |
| 10 | 6654 | Huascarán Norte | Cordilheira Branca | Peru | IGN Peru: 6.655 m; medições de GNSS: 6.654 m |
| 11 | 6634 | Yerupajá | Cordilheira Huayhuash | Peru | IGN Peru: 6.634 m; John Biggar: 6.634 m; |
| 12 | 6629 | Tres Cruces Central | Puna de Atacama | Argentina – Chile | IGM Chile, IGN Argentina, TanDEM-X, SRTM v3:6630m |
| 13 | 6621 | Incahuasi | Puna de Atacama | Argentina – Chile | IGN Argentina: 6.638 m; IGM Chile: 6.620 m; John Biggar: 6.621 metros |
| 14 | 6570 | Tupungato | Andes Centrais | Argentina – Chile | IGM Chile, IGN Argentina |
| 15 | 6555 | Sajama | Cordillera Occidental | Bolívia | Instituto Geográfico Militar (IGM): 6.542 m; John Biggar: 6.550 m; SRTM, ASTER e TanDEM-X: 6.555 m |
| 16 | 6488 | El Muerto | Puna de Atacama | Argentina – Chile | IGM Chile: 6.488 m; IGN Argentina: 6.488 m. O valor de 6.488 m é o que melhor se correlaciona com os dados de satélite atuais (SRTM v3 e TanDEM-X) após as devidas correções geoidais. |
| 17 | 6473 | El Cóndor | Puna de Atacama | Argentina | Instituto Geográfico Nacional (IGN) 6.414 m; John Biggar 6.373 m; SRTM v3: na faixa dos 6.370 – 6.375 m; TanDEM-X: 6.373 m |
| 18 | 6440 | Antofalla | Puna de Atacama | Argentina | IGN: 6.409 m ou 6.437 m; SRTM v3: 6.430 m; TanDEM-X: 6.440 m |
| 19 | 6439 | Volcán Nacimiento | Puna de Atacama | Argentina | IGN Argentina: 6.436 m; John Biggar: 6.439 m; SRTM v3: entre 6.430 m e 6.435 m. TanDEM-X: 6.439 m |
| 20 | 6438 | Illimani | Cordillera Real | Bolívia | Instituto Geográfico Militar (IGM): 6.438 m; SRTM v3: 6.437 m; TanDEM-X: 6.438 m. |
| 21 | 6436 | Veladero | Puna de Atacama | Argentina | John Biggar: 6.436 m; IGN Argentina: 6.436 m; SRTM / TanDEM-X: na faixa dos 6.430 – 6.436 m |
| 22 | 6427 | Ancohuma | Cordillera Real | Bolívia | Instituto Geográfico Militar (IGM): 6.427 m; SRTM v3: entre 6.425 m e 6.428 m.TanDEM-X: 6.427 m. |
| 23 | 6425 | Coropuna | Cordilheira Ocidental | Peru | Instituto Geográfico Nacional (IGN): 6.425 m; John Biggar: 6.425 m; SRTM v3: entre 6.377 m e 6.425 m; TanDEM-X: 6.425 m |
| 24 | 6395 | Huandoy Norte | Cordilheira Branca | Peru | Instituto Geográfico Nacional (IGN) 6.395 m; John Biggar 6.395 m; SRTM v3:entre 6.392 m e 6.396 m; TanDEM-X: 6.395 m |
| 25 | 6384 | Ausangate | Vilcanota | Peru | Instituto Geográfico Nacional (IGN): 6.384 m; SRTM v3 e TanDEM-X:6.384 m. |
| 26 | 6384 | Ramada | Cordillera de la Ramada | Argentina – Chile | Instituto Geográfico Nacional (IGN); SRTM v3; TanDEM-X. |
| 27 | 6380 | Nevado de Cachi | Puna de Atacama | Argentina | Instituto Geográfico Nacional (IGN), SRTM v3: e TanDEM-X 6.380 m. |
| 28 | 6369 | Huantsan | Cordilheira Branca | Peru | Instituto Geográfico Nacional (IGN), SRTM v3: 6.369 m. |
| 29 | 6368 | Nevado Illampu | Cordillera Real | Bolívia | Instituto Geográfico Militar (IGM), SRTM / TanDEM-X |
| 30 | 6354 | Chopicalqui | Cordilheira Branca | Peru | Instituto Geográfico Nacional (IGN), SRTM / TanDEM-X |
| 31 | 6344 | Siula Grande | Cordilheira Huayhuash | Peru | Instituto Geográfico Nacional (IGN), SRTM / TanDEM-X |
| 32 | 6342 | Parinacota | Cordillera Occidental | Bolívia – Chile | Instituto Geográfico Nacional (IGN), SRTM / TanDEM-X |
| 33 | 6335 | Reclus | Puna de Atacama | Argentina | Instituto Geográfico Nacional (IGN), SRTM / TanDEM-X |
| 34 | 6288 | Ampato | Cordilheira Ocidental | Peru | Instituto Geográfico Nacional (IGN), SRTM / TanDEM-X |
| 35 | 6282 | Pomerape | Cordillera Occidental | Bolívia – Chile | IGM Chile; IGM Bolívia: 6.240 m; John Biggar:6.282 m; SRTM v3 / TanDEM-X: na faixa de 6.280 m – 6.285 m. |
| 36 | 6280 | Majadita | Andes Centrais | Argentina | SRTM v3: em torno de 6.275 m – 6.280 m. TanDEM-X: 6.280 m |
| 37 | 6274 | Palcaraju | Cordilheira Branca | Peru | IGN Peru: 6.274 m; John Biggar: 6.274 m. SRTM v3 / TanDEM-X: 6.270 m – 6.275 m. |
| 38 | 6271 | Salcantay | Vilcabamba | Peru | SRTM v3 / TanDEM-X: na faixa dos 6.270 m – 6.272 m. |
| 39 | 6267 | Chimborazo | Cordillera Occidental | Equador | IGM Equador |
| 40 | 6259 | Nevado Santa Cruz | Cordilheira Branca | Peru | SRTM v3 / TanDEM-X: 6.255 m – 6.260 m |
| 41 | 6239 | Los Patos (Tres Quebradas) | Puna de Atacama | Argentina Chile | IGN Argentina & IGM Chile; SRTM v3 / TanDEM-X |
| 42 | 6233 | Pular | Puna de Atacama | Chile | IGN Argentina & IGM Chile; SRTM v3 / TanDEM-X |
| 43 | 6222 | Nevado Chinchey | Cordilheira Branca | Peru | Instituto Geográfico Nacional (IGN), SRTM / TanDEM-X |
| 44 | 6216 | Olivares | Andes Centrais | Argentina – Chile | IGM Chile, IGN Argentina, TanDEM-X. SRTM v3: na faixa de 6.214 m a 6.218 m |
| 45 | 6205 | Cerro Solo | Puna de Atacama | Argentina Chile | IGM Chile: 6.190 Oficial (Chile); IGN Argentina; 6.205 Oficial (Argentina); John Biggar: 6.190, TanDEM-X (WorldDEM): Altitude: 6.205 metros |
| 46 | 6200 | La Mesa | Andes Centrais | Argentina | Instituto Geográfico Nacional (IGN), SRTM / TanDEM-X |
| 47 | 6188 | Copa | Cordilheira Branca | Peru | Instituto Geográfico Nacional (IGN): 6.188 m; SRTM v3: 6.130 m; TanDEM-X: 6.089 m. Explicação Técnica: Essa subestimativa ocorre provavelmente devido à natureza do cume, que é um platô glacial massivo e profundo. O sinal de radar pode sofrer uma penetração significativa na neve/gelo acumulado ou sofrer com o “aliasing” em áreas de inclinação suave, enquanto as medições clássicas de fotogrametria e GNSS de cume confirmam os 6.188 m |
| 48 | 6176 | Aucanquilcha | Puna de Atacama | Chile | Instituto Geográfico Militar (IGM), SRTM v3; TanDEM-X registram 6.176 m. |
| 49 | 6173 | Sierra Nevada de Lagunas Bravas | Puna de Atacama | Argentina – Chile | IGM Chile (Tradicional): Durante décadas, o valor oficial foi de 6.127m. Muitas listas clássicas ainda usam esse número; IGN Argentina (Moderno): Atualmente registra 6.173m. TanDEM-X: 6.173m. |
| 50 | 6168 | El Toro | Andes Centrais | Argentina – Chile | IGN Argentina: 6.168 m; IGM Chile: 6.160 m; SRTM v3: em torno de 6.166 m – 6.168 m; TanDEM-X: 6.168 m |
| 51 | 6165 | Hualcán | Cordilheira Branca | Peru | Instituto Geográfico Nacional (IGN), SRTM / TanDEM-X |
| 52 | 6162 | Ranrapalca | Cordilheira Branca | Peru | IGN Peru (Instituto Geográfico Nacional): 6.162 m; SRTM v3 / TanDEM-X: 6.158 m – 6.163 m. |
| 53 | 6160 | Las Tórolas | Andes Centrais | Argentina – Chile | Instituto Geográfico Nacional (IGN), SRTM / TanDEM-X |
| 54 | 6156 | Nevado Pucaranra | Cordilheira Branca | Peru | IGN Peru (Instituto Geográfico Nacional): 6.156 m; SRTM v3 / TanDEM-X: na faixa de 6.154 m – 6.158 m. |
| 55 | 6148 | Nevado de Palermo (Quemado) | Macizo de Cachi | Argentina | Instituto Geográfico Nacional (IGN): 6.148 m, SRTM v3: dos 6.145 m – 6.150 m; TanDEM-X: 6.148 m |
| 56 | 6148 | Alto San Juan | Andes Centrais | Argentina – Chile | Instituto Geográfico Nacional (IGN), SRTM / TanDEM-X |
| 57 | 6146 | El Ermitaño | Puna de Atacama | Chile | IGM, SRTM / TanDEM-X |
| 58 | 6145 | San Pedro | Puna de Atacama | Chile | IGM, SRTM / TanDEM-X |
| 59 | 6130 | Quewar | Puna de Atacama | Argentina | Instituto Geográfico Nacional (IGN), SRTM / TanDEM-X |
| 60 | 6122 | Cerro Colanguil | Puna de Atacama | Argentina | Instituto Geográfico Nacional (IGN), SRTM / TanDEM-X |
| 61 | 6120 | Volcán Medusa | Puna de Atacama | Argentina – Chile | Instituto Geográfico Nacional (IGN), SRTM / TanDEM-X |
| 62 | 6120 | Volcán Vallecitos | Puna de Atacama | Argentina | IGN Argentina: 6.120 m, SRTM v3: 6.104 m. TanDEM-X: 6.118 m – 6.122 m |
| 63 | 6119 | Barrancas Blancas | Puna de Atacama | Chile | Instituto Geográfico (IGM), SRTM / TanDEM-X |
| 64 | 6112 | Chacraraju | Cordilheira Branca | Peru | Instituto Geográfico Nacional (IGN), SRTM / TanDEM-X |
| 65 | 6110 | Callangate | Vilcanota | Peru | Instituto Geográfico Nacional (IGN), SRTM / TanDEM-X |
| 66 | 6108 | Marmolejo | Andes Centrais | Argentina – Chile | Instituto Geográfico Nacional (IGN), IGM e SRTM / TanDEM-X |
| 67 | 6106 | Nevado Chumpe (Jatunriti) | Vilcanota | Peru | TanDEM-X; IGN Peru |
| 68 | 6105 | Chearoko | Cordillera Real | Bolívia | IGM Bolívia: 6.127m; SRTM v3: 6.104m; TanDEM-X: 6.105m |
| 69 | 6102 | Colque Cruz | Vilcanota | Peru | TanDEM-X; IGN Peru |
| 70 | 6097 | Nevado de Famatina | Serra de Famatina | Argentina | Instituto Geográfico Nacional (IGN), SRTM / TanDEM-X |
| 71 | 6095 | Volcán Aracar | Puna de Atacama | Argentina | Instituto Geográfico Nacional (IGN), SRTM / TanDEM-X |
| 72 | 6094 | Nevado Jirishanca | Cordilheira de Huayhuash | Peru | TanDEM-X; IGN Peru |
| 73 | 6093 | Solimana | Cordilheira Ocidental | Peru | Instituto Geográfico Nacional (IGN), SRTM / TanDEM-X |
| 74 | 6093 | Jatunhuma (Jatunpampa) | Vilcanota | Peru | Instituto Geográfico Nacional (IGN), SRTM / TanDEM-X |
| 75 | 6092 | San Pablo | Puna de Atacama | Chile | IGM, SRTM / TanDEM-X |
| 76 | 6088 | Huayna Potosí | Cordillera Real | Bolívia | IGM, SRTM / TanDEM-X |
| 77 | 6080 | Cerro Colorados | Puna de Atacama | Argentina – Chile | IGM, SRTM / TanDEM-X |
| 78 | 6074 | Chachacomani | Cordillera Real | Bolívia | IGM, SRTM / TanDEM-X |
| 79 | 6071 | Guallatiri | Cordilheira Ocidental | Chile | IGM, SRTM / TanDEM-X |
| 80 | 6070 | Cerro Negro (Pabellón) | Andes Centrais | Argentina | IGN Argentina: SRTM v3: 6.065 m.TanDEM-X: 6.070 m a 6.072 m. |
| 81 | 6070 | Nevado Plomo | Andes Centrais | Argentina – Chile | IGM, SRTM / TanDEM-X |
| 82 | 6070 | Volcán Baboso | Puna de Atacama | Argentina | Instituto Geográfico Nacional (IGN), SRTM / TanDEM-X |
| 83 | 6067 | Vicuñas | Puna de Atacama | Chile | IGM, SRTM / TanDEM-X |
| 84 | 6061 | El Fraile | Puna de Atacama | Argentina – Chile | IGM Chile (Instituto Geográfico Militar): 6.061m; IGN Argentina (Instituto Geográfico Nacional): 6.052m; TanDEM-X: 6.061m. |
| 85 | 6057 | Chachani | Cordilheira Ocidental | Peru | IGN Peru (Instituto Geográfico Nacional): 6.057 m; SRTM v3: 6.052 m; TanDEM-X: 6.057 m |
| 86 | 6052 | Acotango | Cordilheira Ocidental | Bolívia – Chile | IGM, SRTM / TanDEM-X |
| 87 | 6052 | Volcan Copiapó | Puna de Atacama | Chile | IGM, SRTM / TanDEM-X |
| 88 | 6051 | Socompa | Puna de Atacama | Argentina – Chile | Instituto Geográfico Nacional (IGN), SRTM / TanDEM-X |
| 89 | 6049 | Yayamari | Vilcanota | Peru | IGN Peru (Instituto Geográfico Nacional) e TanDEM-X |
| 90 | 6046 | Acamarachi (Pili) | Puna de Atacama | Chile | IGM, SRTM / TanDEM-X |
| 91 | 6046 | Pucajirca Norte | Cordilheira Branca | Peru | TanDEM-X; IGN Peru |
| 92 | 6040 | Chaupi Orco | Apolobamba | Bolívia – Peru | TanDEM-X; IGN Peru |
| 93 | 6034 | Toccllaraju | Cordilheira Branca | Peru | IGN Peru (Instituto Geográfico Nacional): 6.034m. SRTM v3: 6.027m; TanDEM-X: 6.034m |
| 94 | 6030 | Ciénaga Grande | Puna de Atacama | Argentina | SRTM v3: 6.024m.TanDEM-X: 6.030m |
| 95 | 6030 | Peña Blanca | Puna de Atacama | Chile | TanDEM-X; IGN Argentina |
| 96 | 6029 | Salín | Puna de Atacama | Argentina – Chile | IGN Argentina; IGM Chile; TanDEM-X |
| 97 | 6025 | Hualca Hualca | Cordilheira Ocidental | Peru | IGN Peru; TanDEM-X |
| 98 | 6025 | Artesonraju | Cordilheira Branca | Peru | IGN Peru; TanDEM-X |
| 99 | 6025 | Nevado Caraz | Cordilheira Branca | Peru | IGN Peru; TanDEM-X |
| 100 | 6023 | Palpana | Puna de Atacama | Chile | IGM Chile;TanDEM-X |
| 101 | 6016 | San Francisco | Puna de Atacama | Argentina – Chile | IGM Chile; IGN Argentina; TanDEM-X |
| 102 | 6012 | Laguna Blanca | Pùna de Atacama | Argentina | IGN Argentina; TanDEM-X |
| 103 | 6012 | Alto Toroni (Sillajhuay) | Cordilheira Ocidental | Chile – Bolívia | IGM Chile; IGM Bolívia; TanDEM-X; há dúvidas de que seja um 6 mil |
| 104 | 6010 | Volcan del Viento | Puna de Atacama | Argentina | IGN Argentina; TanDEM-X |
| 105 | 6008 | Uturuncu | Puna de Atacama | Bolívia | SRTM v3: Apresenta uma leitura de 6.001 m; TanDEM-X: O modelo alemão valida a marca de 6.008 m |
| 106 | 6008 | Capurata | Cordilheira Ocidental | Chile – Bolívia | IGM Chile (Instituto Geográfico Militar): 5.990 m; IGM Bolívia: 5.990 m; John Biggar: 5.990m, mas observa que muitas medições de GPS de montanhistas indicam valores entre 6.010m e 6.010 m; SRTM v3: 5.996m; TanDEM-X: apresenta valores que flutuam entre 6.010m e 6.013 m. Minha medição: 6008m. |
Não são considerados montanhas de 6 mil metros:
- Cumbre del Laudo (6152m): Sub cume do Sierra Nevada de Lagunas Bravas, não tem independência.
- Alma Negra (6110m) Cordilheira de la Ramada Argentina: Sub Cume do Mesa.Juncal (5953 ): Não atinge os 6 mil metros em nenhuma medição via satélite.
- Pico Polacos (5965m) Cordillera de la Ramada Argentina: Não atinge 6 mil metros.
- Piuquenes (6019m) Chile Sub cume do Alto San Juan.
- Sairecabur (5987m) Puna de Atacama Chile – Bolívia IGM Chile (Instituto Geográfico Militar): Registra oficialmente (5.971m); SRTM v3: Apresenta uma leitura de 5.998 m; TanDEM-X: O modelo alemão valida a marca de 6.003 m; porém em medição realizada em 2026 por Anderson Ronielly e eu marcou 5987 metros com GPS de precisão.
::VEJA MAIS: Lista dos brasileiros que mais escalaram montanhas acima de 6 mil metros nos Andes.









1 comentário
Devido à imensidão dos Andes, me pergunto se não haveria ainda algum pico ou setor ainda não abordado e mapeado que talvez ultrapasse a cota dos 7000 metros.