A escalada do Tupungato, uma montanha selvagem.

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O Tupungato localizado na província de Mendoza na Argentina é a 14ª montanha mais alta dos Andes com 6.570 metros de altitude. Todavia ele já foi considerado uma das dez montanhas mais altas de acordo com as antigas medições. O seu nome significa “janela de estrelas¨ de acordo com a língua nativa da região. Apesar de  ficar a cerca de 100 quilômetros do Aconcágua, não é tão conhecido quanto seu vizinho famoso.

Expedição Tupungato

Essa montanha foi conquistada em 1897 por Matthias Zurbriggen e Stuart Vines.  Apesar de não ser uma escalada técnica, chegar até seu cume é um grande desafio, uma vez que não há estrutura na montanha como a existente no Aconcágua. Ele também esta localizado em uma região remota dos Andes e por isso, o Tupungato é considerado uma escalada mais “roots”.

São cerca de 4770 metros de ascensão, em 37 quilômetros de caminhadas. Além de uma boa aclimatação também é preciso um bom preparo físico para a longa caminhada carregando mochilas pesadas nas costas.

A dupla de montanhistas Pedro Hauck e Máximo Kausch realizaram essa escalada no ano de 2003. Os dois levaram 15 dias em uma expedição sem carregadores, na qual eles foram responsáveis por toda a logística da escalada. Encontrar a trilha, montar os acampamentos, derreter água e cozinhar fizeram parte do dia a dia dessa aventura que os dois registraram em fitas VHS.

Pedro Hauck escalando o Tupungato em 2003

Assim, no vídeo dessa semana da série Histórias de Montanha do canal de Youtube do Alta Montanha, Hauck faz um resgate de toda essa história e nos conta com riqueza de detalhes como foi essa aventura.

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Sobre o autor

Maruza Silvério é jornalista formada na PUCPR de Curitiba. Apaixonada pela natureza, principalmente pela fauna e pelas montanhas. Montanhista e escaladora desde 2013, fez do morro do Anhangava seu principal local de constantes treinos e contato intenso com a natureza. Acumula experiências como o curso básico de escalada e curso de auto resgate e técnicas verticais, além de estar em constante aperfeiçoamento. Gosta principalmente de escaladas tradicionais e grandes paredes. Mantém o montanhismo e a escalada como processo terapêutico para a vida e sonha em continuar escalando pelo Brasil e mundo a fora até ficar velhinha.

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