Montanhista suíço morre após passar mal durante escalada no Monte Fuji

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Um montanhista suíço de 58 anos morreu após passar mal enquanto escalava o Monte Fuji, no Japão. O incidente ocorreu na tarde de 21/07, por volta das 16h, na rota Fujinomiya, uma das principais vias de acesso ao cume da montanha.

De acordo com as autoridades locais, o homem descansava em uma cabana localizada na 7ª estação da rota acompanhado do filho quando perdeu a consciência.

Ao perceber a gravidade da situação, o filho solicitou ajuda aos funcionários do refúgio de montanha, que iniciaram imediatamente os procedimentos de primeiros socorros. A equipe utilizou um desfibrilador externo automático (DEA) na tentativa de reanimar o escalador. A respiração da vítima chegou a ser restabelecida temporariamente, mas seu estado de saúde voltou a se agravar logo em seguida.

Monte Fuji é a montanha mais famosa do Japão. Foto: Alpsdake / Wikimédia Commons

Pouco depois das 16h, uma equipe de resgate de montanha da polícia, que se encontrava na 9ª estação do Monte Fuji, chegou ao local. O montanhista foi transportado em um veículo de esteira até um ponto onde pudesse ser encaminhado ao hospital. Apesar dos esforços das equipes de socorro, a morte foi confirmada na unidade de saúde.

As circunstâncias exatas que levaram o escalador a perder a consciência ainda não foram divulgadas, e as autoridades investigam o caso.

Após o ocorrido, a polícia voltou a reforçar as orientações de segurança para quem pretende subir o Monte Fuji. As autoridades recomendam que os montanhistas cancelem ou adiem a escalada caso apresentem qualquer sinal de indisposição física ou haja preocupação com as condições meteorológicas antes de iniciar a ascensão.

Segundo o montanhista Pedro Hauck que também esteve no Monte Fuji nessa semana, esta montanha tem fama de ser fácil, mas ele explica que ela demanda um bom preparo físico. “O grau de dificuldade técnico é baixo. A ascensão em todas as rotas é uma caminhada, com alguns locais mais íngremes com “trepa pedras”. Mas fisicamente é uma montanha exigente. Não é para sedentários. Precisa ter um bom cardio e resistência física”, mencionou.

Ele também explicou que é possível escalar o Fuji de ataque em um único dia.  “Mas a maneira mais recomendável é fazer com dois dias pernoites em algum refúgio para não ser tão cansativo, já que no ataque você precisará vencer pelo menos 1400 metros de desnível. Claro, há diferentes rotas. Algumas mais fáceis , outras mais puxadas, mas na rota Gotemba, que talvez seja a mais puxada,  o ideal é fazer em 3 dias”, contou.

Rota Fujinomiya. Foto: Fujinomiya trail

A recomendação ganha ainda mais importância durante a temporada oficial de escaladas, quando milhares de pessoas percorrem diariamente as trilhas da montanha mais alta do Japão. Planejamento, aclimatação adequada e atenção aos sinais do próprio corpo são medidas fundamentais para reduzir os riscos durante a atividade.

 

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Sobre o autor

Maruza Silvério é jornalista formada na PUCPR de Curitiba. Apaixonada pela natureza, principalmente pela fauna e pelas montanhas. Montanhista e escaladora desde 2013, fez do morro do Anhangava seu principal local de constantes treinos e contato intenso com a natureza. Acumula experiências como o curso básico de escalada e curso de auto resgate e técnicas verticais, além de estar em constante aperfeiçoamento. Gosta principalmente de escaladas tradicionais e grandes paredes. Mantém o montanhismo e a escalada como processo terapêutico para a vida e sonha em continuar escalando pelo Brasil e mundo a fora até ficar velhinha.

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