Nepaleses que escalaram o K2 invernal são recebidos como heróis no Paquistão

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Após entrar para a história como protagonistas da primeira escalada do K2 durante um inverno, os dez alpinistas nepaleses foram recebidos com honras militares em Skardu e Islamabad. O governo paquistanês enviou um helicóptero do exército gratuitamente para dar uma carona para os montanhistas que estavam no Acampamento Base se preparando para os sete dias de caminhada de retorno.

Nepaleses ganham viagem gratuita de helicóptero após o cume.

Os alpinistas nepaleses Nirmal Purja, Gelje Sherpa, Mingma David Sherpa, Mingma Tenzi Sherpa, Pem Chhiri Sherpa, Dawa Temba Sherpa, Mingma Gyalje Sherpa, Dawa Tenzin Sherpa, Kili Pemba Sherpa e Sona Sherpa estão sendo tratados como heróis após o grande feito. Em 17/01, um dia após terem feito cume, o Chefe- Executivo do Paquistão, General Jawwad, voou até o Acampamento Base do K2 para cumprimentar os alpinistas e parabenizá-los. Ele também aproveitou para tirar uma foto com os nepaleses.

Ontem, 20/01, o governo enviou um helicóptero para realizar o transporte dos montanhistas até Skardu. Lá também foram recebidos pelo governo de Gilgit-Baltistan com colares de flores, música e aplausos. Hoje, 21/01, eles voaram para Ilamabad onde o primeiro-ministro, Imran Khan, os recebeu com mais flores e homenagens no aeroporto. De acordo com algumas fontes, esses eventos podem fazer parte de uma campanha de incentivo ao turismo no Paquistão.

Eles foram recebidos e homenageados em uma solenidade com a presença de governantes do Paquistão.

Enquanto isso, cerca de 40 montanhistas permanece no Acampamento Base a espera de uma boa janela de tempo para que possam tentar o sonhado cume do K2 durante o inverno. Alex Gavan decidiu abandonar a expedição após a morte de Sergi Mingote e deverá retornar para casa também.

 

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Sobre o autor

Maruza Silvério

Maruza Silvério é jornalista formada na PUCPR de Curitiba. Apaixonada pela natureza, principalmente pela fauna e pelas montanhas. Montanhista e escaladora desde 2013, fez do morro do Anhangava seu principal local de constantes treinos e contato intenso com a natureza. Acumula experiências como o curso básico de escalada e curso de auto resgate e técnicas verticais, além de estar em constante aperfeiçoamento. Gosta principalmente de escaladas tradicionais e grandes paredes. Mantém o montanhismo e a escalada como processo terapêutico para a vida e sonha em continuar escalando pelo Brasil e mundo a fora até ficar velhinha.

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