Não apenas um grande montanhista, mas também uma grande pessoa e um grande amigo.
Não apenas um grande montanhista, mas também uma grande pessoa e um grande amigo.
Neste mês de agosto de 2014, fomos todos surpreendidos com o trágico falecimento do amigo Ricardo Baltazar de Oliveira, o grande Rato. Foi uma notícia muito triste para os que o conheciam e para o montanhismo brasileiro também.
A cordilheira dos Andes é o maior emaranhado de montanhas existente no planeta. São quase 8 mil quilômetros de extensão, cortando toda a América do Sul em sua face ocidental.
Minhas duas últimas oportunidades de voar retratam bem o porque do voo livre ser uma atividade tão fascinante e surpreendente mesmo para um piloto com alguns anos de experiência.
Montanhismo é um termo genérico usado para definir muitas das atividades possíveis em meio à natureza, do simples excursionismo a escalada mais radical. É uma invenção relativamente moderna que acompanhou a urbanização das sociedades, surgido talvez da necessidade que algumas pessoas sentem de se manter conectados ao ambiente natural em contraposição ao artificialismo das cidades em que vivem o cotidiano.
Ano de El Niño e portanto clima instável e muita precipitação impediram a grande maioria dos escaladores de tentar montanhas mais técnicas, e Maio foi um mês mais de aquecimento e aclimatação na Cordilheira Branca. Mesmo assim consegui subir algumas montanhas para me preparar para desafios maiores em junho.
Próximo a divisa de Sampa com Minas Gerais, vários pequenas serras fazem interligação do Vale do Paraíba com o topo da Mantiqueira. Uma destas pontes é uma serrinha, ou melhor, um serrote. Definição esta que nunca caiu melhor pra designar um local, geograficamente falando. Escarpado e literalmente serrilhado por rochas e pedras pontiagudas cercadas de mata agreste, o Serrote dos Pilões é um destes acessos as terras altas da Mantiqueira que não apenas oferece belos visuais dos vales e montanhas do entorno. Descortina também novas rotas de um ou mais dias. E olha que esta foi nossa primeira investida na região.
Ninguém sai de casa para um treino ou prova pensando e se acontecer um acidente comigo?!… Porém, todos estão sujeitos a imprevistos.
O escalador fluminense Marcos Costa foi uma grata surpresa na nomeação do badaladíssimo prêmio Piolet Dor deste ano de 2014. Morando no exterior há bastante tempo, Marcos é um montanhista polivalente, mas tem se destacado na China, onde mora atualmente, como um ótimo escalador de vias alpinas, conquistando rotas e fazendo montanhas virgens no Himalaia. Confira a entrevista que o AltaMontanha realizou com ele:
Passar uma temporada escalando em algum lugar do mundo é sonho de escaladores de todas as disciplinas. A forçca de vontade pra guardar dinheiro, se preparar por meses e às vezes anos, largar um emprego, deixar pra trás amigos e família e outros sacrifícios pra passar um tempinho fazendo o que mais se gosta em algum lugar incrível é um privilégio que pode sim ser atingido. Não foi muito diferente pra mim, e o que muda nessa história é que fui bem impulsionada por uma situação bem ruim no trabalho, e que se arrastava sem resolução já fazia mais de ano. Um mês de férias não bastaria, e depois de muito questionamento tomei a decisão de fazer uma pausa e alimentar a alma de uma maneira mais consistente. Foi questão de semanas entre sair do emprego e organizar o que foi possível, porém sem qualquer perspectiva de itinerário: eu tinha apenas a passagem aérea e uma reserva de alguns dias num hostel, além de alguns contatos com outros escaladores que fiz pela internet.