Sobre o Autor

Jorge Soto - Colunista

Jorge Soto é mochileiro, trilheiro e montanhista desde 1993. Natural de Santiago, Chile, reside atualmente em São Paulo. Designer e ilustrador por profissão, ele adora trilhar por lugares inusitados bem próximos da urbe e disponibilizar as informações á comunidade outdoor.

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O morro do Batistini
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Fundado em 1887, o Bairro Batistini, em São Bernardo do Campo (SP), foi fundado por imigrantes italianos que chegaram no século 19. Entre os primeiros que se estabeleceram ali estava familia Batistini, que além de trazer o desenvolvimento emprestou seu nome ao então amontoado de núcleos rurais. É lá também que se eleva, entre as rodovias Anchieta e Imigrantes, um simpático morro de fácil acesso, que do alto dos seus 900m é testemunha e elo entre o presente e passado, numa região atualmente defendida pela Lei de Proteção aos Mananciais. Eis minha breve e descompromissada incursão nesta bela colina urbanóide da Região do Grande ABC.

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Travessia Caucaia – Cotia
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A “Estrada da Reserva” é uma antiga via de chão que percorre todo perímetro do setor noroeste da “Reserva Florestal do Morro Grande“, paraíso ecológico da Grande Sampa que deve sua importância por possuir mananciais que abastecem toda Zona Oeste da capital. Retornando a este belo lugar, decidi palmilhar toda a extensão da via acima citada – hoje uma precária trilha – saindo de Caucaia do Alto e terminando em Cotia. Um rolezinho agradável de 20km que esticou por trilhas no meio da mata até o belíssimo Poção do Graça e emendou á proibida Barragem e Represa do Graça, construída em 1916 e que faz parte integrante do Sistema Alto Cotia.

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Parque Arthur Thomas, 5 anos depois
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O Parque Municipal Arthur Thomas é uma incrível unidade de conservação situada no miolo da cidade de Londrina (PR) à qual devia retorno, visto que minha única visita se dera meia década atrás. Detentor de trilhas, mata nativa, bichos e até uma incrível cachu de 25m, esta oportuna área de lazer esteve fechada por quase um ano devido ao grande prejuízo provocado pelas chuvas do verão passado. Aproveitei então sua reabertura parcial pra visitá-lo, palmilhar novas veredas, fazer análise dos estragos e da recuperação desta adorável floresta urbana. Isso numa cidade já carente de espaços públicos de qualidade.

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A Pedreira do Morro Grande
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O bairro do Morro Grande, zona norte de Sampa, deve seu nome a um pequeno serrote desgarrado da Cantareira que foi intensamente explorado na década de 30, trazendo desenvolvimento a região. Contudo, vinte anos se passaram e a então Pedreira Morro Grande (que depois viria a se chamar Anhangüera) parou de britar e na década de 80 e fechou por completo. Após 30 anos abandonada, toda essa mancha verde em meio a urbe de SP agora tem uma pequena chance de se tornar parque, com nascentes, lagos, trilhas, mirantes e até uma vila fantasma datada de tempo áureos. Aproveitei meio período pra conferir num rolê urbano-natureba este rincão de pitoresca e curiosa história, cujo futuro parece melancolicamente incerto.

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O Pedra Balão de Vargem Grande
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Distante 40km de Sampa e banhado pelo ribeirão do mesmo nome, Vargem Grande Paulista é um pequeno município as margens da Raposo Tavares (SP-270) composto por extensas planícies, capoeiras e fragmentos de mata nativa. Chamado antigamente por Bairro do Ribeirão da Vargem Grande e Distrito Raposo Tavares, a região possui o Serrote do Carmo que, de altitude modesta, agrega um pitoresco monólito rochoso com bela vista dos arredores, mas que infelizmente se situa em propriedade particular. É a Pedra Balão, atrativo proibido que fui conhecer estes dias numa jornada de quase 20km que misturou chinelada, escalada e ferro-trekking pela EF Sorocabana.

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Travessia Oeste da Mata dos Godoy
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A menos de 20km de Londrina, o Parque Estadual Mata dos Godoy preserva um dos poucos fragmentos que restaram da floresta nativa, abrigando inúmeras espécies de plantas e animais. Parte integrante da antiga Faz. Sta Helena, de propriedade da família Godoy, hoje o PEMG é um dos maiores pontos turísticos da cidade, reconhecido como maior patrimônio natural norte paranaense. Como apenas 10% do parque é liberado a visitação (relatado noutra ocasião), desta vez fui percorrer parte dos 90% restantes numa puxada travessia de 20km que singrou seu quadrante oeste e teve de tudo: estrada de chão, trilha, banho em cachoeira, subida de rio, perdidos e muito rasga-mato. Pernadinha de responsa nesta pouco conhecida unidade de conservação situada no Terceiro Planalto Paranaense.

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A trilha do Mursinha
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“Já vi gente no cume faz tempo, mas não sei de onde sai a trilha não!”, respondeu um tiozinho quando indaguei do acesso aquele morro bonito e proeminente, vizinho do maciço principal da Serra do Mursa. Foi o que bastou pra estudar o possível acesso daquela elevação respeitável, porém desgarrada, da maior vedete natureba de Várzea Paulista (SP). Me refiro ao Mursinha, morrote selvagem e menos visado pelos andarilhos que percorrem sua serra mais ilustre. Mas o que a maioria desconhece é que a trilha é relativamente fácil, e demanda menos de hora de caminhada num caminho fechado. Mas o esforço vale a pena: vista privilegiada do alto dos 1020m do patinho feio da Serra do Mursa. Programinha rústico ideal prum domingo sem programação.

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Altos e baixos de São Roque
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São Roque é uma estância turística localizada no interior do Estado de São Paulo, distante cerca de 60km da capital. Conhecida como a “Terra do Vinho” por abrigar várias adegas, a cidade tem atrativos naturebas que vão além do tradicional Morro do Saboó, sua elevação mais conhecida. Estive por lá dando rolês em duas ocasiões, e em condições distintas: ora prestigiando as generosas panorâmicas do alto do “Morro do Cruzeiro”, acessível por trilha bem sussa; ora me refrescando nos poços e quedas dos vales situados a nordeste do município, como a “Cachu do Macaco” e o “Poço da Capela”. Dois momentos distintos nos altos e baixos de São Roque, passeios ideais prum final de semana de bom tempo.

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O Morro do Guaripoca
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Ela é uma impressionante elevação de afloramento granítico que não passa despercebida pra quem transita pela Rod. Fernão Dias (SP-381), na altura de Bragança Paulista e Extrema. Situada pouco antes da divisa paulista-mineira, coroada por duas torres e com bela panorâmica vista de todo entorno, o Morro do Guaripocaba é mais um simpático serrote que esconde matas, grutas e nascentes. Por isso é palco pra várias atividades ao ar livre, sejam elas a pé ou em duas rodas. E alcançar os 1270m do seu ponto culminante é a coisa mais fácil do mundo. Basta apenas disposição, óleo-de-peroba e três horas moderadas.

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