Sobre o Autor

Jorge Soto - Colunista

Jorge Soto é mochileiro, trilheiro e montanhista desde 1993. Natural de Santiago, Chile, reside atualmente em São Paulo. Designer e ilustrador por profissão, ele adora trilhar por lugares inusitados bem próximos da urbe e disponibilizar as informações á comunidade outdoor.

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Parque Arthur Thomas, 5 anos depois
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O Parque Municipal Arthur Thomas é uma incrível unidade de conservação situada no miolo da cidade de Londrina (PR) à qual devia retorno, visto que minha única visita se dera meia década atrás. Detentor de trilhas, mata nativa, bichos e até uma incrível cachu de 25m, esta oportuna área de lazer esteve fechada por quase um ano devido ao grande prejuízo provocado pelas chuvas do verão passado. Aproveitei então sua reabertura parcial pra visitá-lo, palmilhar novas veredas, fazer análise dos estragos e da recuperação desta adorável floresta urbana. Isso numa cidade já carente de espaços públicos de qualidade.

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A Pedreira do Morro Grande
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O bairro do Morro Grande, zona norte de Sampa, deve seu nome a um pequeno serrote desgarrado da Cantareira que foi intensamente explorado na década de 30, trazendo desenvolvimento a região. Contudo, vinte anos se passaram e a então Pedreira Morro Grande (que depois viria a se chamar Anhangüera) parou de britar e na década de 80 e fechou por completo. Após 30 anos abandonada, toda essa mancha verde em meio a urbe de SP agora tem uma pequena chance de se tornar parque, com nascentes, lagos, trilhas, mirantes e até uma vila fantasma datada de tempo áureos. Aproveitei meio período pra conferir num rolê urbano-natureba este rincão de pitoresca e curiosa história, cujo futuro parece melancolicamente incerto.

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O Pedra Balão de Vargem Grande
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Distante 40km de Sampa e banhado pelo ribeirão do mesmo nome, Vargem Grande Paulista é um pequeno município as margens da Raposo Tavares (SP-270) composto por extensas planícies, capoeiras e fragmentos de mata nativa. Chamado antigamente por Bairro do Ribeirão da Vargem Grande e Distrito Raposo Tavares, a região possui o Serrote do Carmo que, de altitude modesta, agrega um pitoresco monólito rochoso com bela vista dos arredores, mas que infelizmente se situa em propriedade particular. É a Pedra Balão, atrativo proibido que fui conhecer estes dias numa jornada de quase 20km que misturou chinelada, escalada e ferro-trekking pela EF Sorocabana.

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Travessia Oeste da Mata dos Godoy
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A menos de 20km de Londrina, o Parque Estadual Mata dos Godoy preserva um dos poucos fragmentos que restaram da floresta nativa, abrigando inúmeras espécies de plantas e animais. Parte integrante da antiga Faz. Sta Helena, de propriedade da família Godoy, hoje o PEMG é um dos maiores pontos turísticos da cidade, reconhecido como maior patrimônio natural norte paranaense. Como apenas 10% do parque é liberado a visitação (relatado noutra ocasião), desta vez fui percorrer parte dos 90% restantes numa puxada travessia de 20km que singrou seu quadrante oeste e teve de tudo: estrada de chão, trilha, banho em cachoeira, subida de rio, perdidos e muito rasga-mato. Pernadinha de responsa nesta pouco conhecida unidade de conservação situada no Terceiro Planalto Paranaense.

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A trilha do Mursinha
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“Já vi gente no cume faz tempo, mas não sei de onde sai a trilha não!”, respondeu um tiozinho quando indaguei do acesso aquele morro bonito e proeminente, vizinho do maciço principal da Serra do Mursa. Foi o que bastou pra estudar o possível acesso daquela elevação respeitável, porém desgarrada, da maior vedete natureba de Várzea Paulista (SP). Me refiro ao Mursinha, morrote selvagem e menos visado pelos andarilhos que percorrem sua serra mais ilustre. Mas o que a maioria desconhece é que a trilha é relativamente fácil, e demanda menos de hora de caminhada num caminho fechado. Mas o esforço vale a pena: vista privilegiada do alto dos 1020m do patinho feio da Serra do Mursa. Programinha rústico ideal prum domingo sem programação.

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Altos e baixos de São Roque
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São Roque é uma estância turística localizada no interior do Estado de São Paulo, distante cerca de 60km da capital. Conhecida como a “Terra do Vinho” por abrigar várias adegas, a cidade tem atrativos naturebas que vão além do tradicional Morro do Saboó, sua elevação mais conhecida. Estive por lá dando rolês em duas ocasiões, e em condições distintas: ora prestigiando as generosas panorâmicas do alto do “Morro do Cruzeiro”, acessível por trilha bem sussa; ora me refrescando nos poços e quedas dos vales situados a nordeste do município, como a “Cachu do Macaco” e o “Poço da Capela”. Dois momentos distintos nos altos e baixos de São Roque, passeios ideais prum final de semana de bom tempo.

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O Morro do Guaripoca
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Ela é uma impressionante elevação de afloramento granítico que não passa despercebida pra quem transita pela Rod. Fernão Dias (SP-381), na altura de Bragança Paulista e Extrema. Situada pouco antes da divisa paulista-mineira, coroada por duas torres e com bela panorâmica vista de todo entorno, o Morro do Guaripocaba é mais um simpático serrote que esconde matas, grutas e nascentes. Por isso é palco pra várias atividades ao ar livre, sejam elas a pé ou em duas rodas. E alcançar os 1270m do seu ponto culminante é a coisa mais fácil do mundo. Basta apenas disposição, óleo-de-peroba e três horas moderadas.

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O Lobisomem de Biritiba-Mirim
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Fazia tempo que não pisava no “Sertãozinho do Tietê”, em Biritiba-Mirim (SP), mas a noticia recente do falecimento do seu personagem mais folclórico me fez lá voltar estes dias. Com seu chapéu surrado, facão na cintura, cigarro na mão e lata de Itaipava na outra, Seu Geraldo era figura carimbada pra quem tivesse o posto da Balança como ponto de partida pra suas aventuras. Também conhecido como “Lobisomem” e entendedor daquelas matas como ninguém, Seu Geraldo foi quem mais me norteou em descortinar aquele pouco conhecido sertão da Serra do Mar. Este relato é dedicado a ele, onde refiz um circuito proposto por esse velho mateiro, indo atrás da “Cascatinha do Grotão” e tentando entender melhor quem realmente ele foi.

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O Castelo de Caieiras
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Caieiras está situada a 40km da Grande São Paulo e sua historia é fortemente ligada à Cia Melhoramentos. Contudo, antes da empresa trazer o desenvolvimento á região, a produção de cal era intensa e escoada pelos trilhos da “E.F. Perus-Pirapora”. Sem nada planejado retornei então á Reserva Florestal Alfredo Weiszflog, a “Reflora”, afim de andarilhar por veredas do setor sudeste, situadas aos pés da Serra do Tico-Tico, numa breve pernada de menos de 15kms que partisse de Perus e fosse até Caieiras. Pra minha surpresa, trombei com o lendário forno de cal que inspirou o nome do município, patrimônio histórico inestimável similar aos “Fornos de Ponunduva”, de Cajamar. Com um diferencial significativo: este quase “castelo medieval” está bem melhor conservado.

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O Morro do Quartel
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Aquele dia já estava programado pra prestigiar amigos na “Adventure Fair” pela tarde, mas igualmente estava disposto a pernar no comecinho pela manhã, nem que fosse rolê urbano e breve. “Mas com tempo apertado de menos de meio período onde diabos eu iria?”, me perguntei. A resposta veio ao lembrar a dica dum amigo corredor de aventura, o Rafa, que dizia treinar num morrote vizinho do Pico do Jaraguá. “É a vista da face leste mais próxima e bonita do Pico, mas como faz muito tempo que não vou lá não sei como anda o acesso…”, disse ele. E não era pra menos, o dito cujo é uma simpática colina de propriedade federal, onde está instalado um batalhão da Policia Militar. Este é o relato duma visita tão breve quanto travessa ao lugar.

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