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Santuário Nacional de Huayllay, Peru
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Assim que cheguei de Villa Alota (Uyuni/Bolívia), prometi à patroa que nossa próxima trip seria em um lugar mais quente, bem longe do frio e seco altiplano boliviano. Jurei também que assim que chegasse de Arenales (Mendoza/Argentina) iria pensar em algo como psicobloc na meca da modalidade em Mallorca, pegaria umas betas com Felipe Dallorto e curtiríamos um pouco de sol. Mas, por força do destino, Marcos Claver, amigo escalador de Belo Horizonte postou uma foto psicodélica em seu facebook e perguntou se eu já conhecia o lugar. Foi em uma breve pesquisa no google que encontrei as poucas informações do lugar e mostrei à comandante do lar. Em poucas horas tínhamos a gama de informações que precisávamos para chegar no “Bosque de Pedras”.

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Morro do Sacy
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O Jamil Cachorrão não se destacava pela sutileza, era turrão e determinado prá além da conta e raramente se contentava com objetivos fáceis. Foi assim com a Crista do Ferraria que já havíamos enfrentado anos antes, mas entre subir no peito e abrir uma picada existe grande diferença. Por detrás de uma couraça protetora existia uma alma frágil na sua incessante busca por calor humano, tinha prazer em dividir suas emoções com quantos se interessassem nelas. Abrir uma picada naquela quiçaça do inferno e equipar com cordas fixas os lugares mais expostos demonstra claramente um desejo consciente de compartilhar dos caminhos com todos, independente de nível técnico. Bastava vontade e entusiasmo para enfrentar o perrengue que ganhava o direito de participar da brincadeira e desfrutar de vistas inusitadas.

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Travessia da Farinha Seca
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Confesso: até pouco tempo atrás eu tinha muito receio de fazer trilha na Serra do Mar paranaense. Primeiro porque eu sei que são trilhas que me colocam (bem) fora da minha zona de conforto (vegetação densa, trilha fechada, sobe e desce por rios, escalaminhada em árvores e afins, lama, planta enroscando em tudo, etc). Segundo, porque o Soto adora aquele lugar, e isso é sinal de que é ainda mais perrengue. Fato é que eu ainda não tinha feito nenhum treino de cargueira esse ano, e estava a fim de fazer algo realmente desafiador em todos os sentidos. Quando comentei do feriado com o Jorge, já imaginava que ele fosse pra esses lados, mas preferi não perguntar qual exatamente seria a trilha. O que ele disse é que era perto de Curitiba, e com o pessoal do Alta Montanha. Ou seja, perrengue!

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A neve brasileira – Entre sessões de quimioterapia – parte 2
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Um detalhe que deixei passar na primeira parte do relato foi algo no mínimo engraçado. Comprei todo tipo de suprimentos para esta viagem e acabei constituindo uma verdadeira UTI móvel no meu kit de primeiros socorros que, antigamente, se resumia a 2 cartelinhas de dorflex. Agora, é possível fazer um curativo de grande porte com tudo que eu levo e, além disso, manter uma assepsia relativamente confiável. Até um oxímetro carrego comigo que serve para verificar frequência cardíaca e saturação de oxigênio. Pois bem, comprei máscaras novas para usar dentro da barraca, e acabei esquecendo em casa. Problema…Quando chegamos na rodoviária antes de ir fui a farmácia comprar novas, daquelas fininhas que duram um dia de uso só. Adivinhem o nome da marca? “Neve”. Ainda tinha no logotipo um pico desenhado. Ah!

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A neve brasileira – Entre sessões de quimioterapia – parte 1
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Em 2010 vi na televisão no noticiário das oito, em horário nobre, a chamada de 30 centímetros de nevasca no sul do Brasil. Meu queixo caiu, o mundo era diferente do que eu havia imaginado, registrar a queda da neve brasileira se tornou uma missão deste montanhista desde então. Não seria nada fácil, seria questão de meter a cara e apostar na precisão da previsão ou simplesmente dar sorte de uma super massa de ar polar avançar pelas terras tupiniquins. Deu certo após uma tentativa in situ no ano de 2011, naquele gélido mês de agosto quando eu, Pedro Hauck, Camila Reis e Máximo Kaush nos aventuramos no sul do nosso país. Tempos diferentes aqueles…

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Alpha – Ômega parte 2
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A noite estava fresca com uma brisa suave rompendo a cobertura de folhas e varrendo o solo dentro da depressão. Acima da copa das árvores o vento oeste assoprava com força e ainda vi uma ou duas aranhas descendo de rapel sobre o local do bivaque. Acordei algumas vezes com uma fisgada de dor na perna ou no cotovelo a cada virada de mau jeito. O Johny desmaiou em seu saco de dormir e o Elcio queixou-se de insônia enquanto o Lula e o Emerson bivacaram na pedreira mais acima.

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Alpha – Ômega parte 1
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A cadeia de montanhas do Marumbi desde os primórdios da ocupação européia na baia de Paranaguá, em meados do século XVI, sempre ocupou lugar de destaque no imaginário das populações locais, mas foi somente no final do século XIX com o início da construção da ferrovia Paranaguá-Curitiba e a chegada dos engenheiros europeus contaminados pela febre do alpinismo que a montanha foi realmente conquistada. Coube ao farmacêutico José Olimpyo de Miranda, o Carmeliano, planejar e executar a primeira expedição conhecida que em 1879 galgou o cume vindo de Morretes, no litoral, pelo centenário Caminho do Itupava adentrando o Rio Taquaral até o Morro da Boa Vista e finalmente alcançar o Monte Olimpo, nome concedido em homenagem a sua ousadia. Mais tarde descobriu-se que de fato o ponto culminante da cadeia pertencia a uma elevação próxima, o Leão, batizado em homenagem a Bento Manuel Leão companheiro de primeira hora do Carmeliano na conquista do Marumbi.

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Um esquiador iniciante, parte 2
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19 de janeiro de 2013 – sábado, dia livre. Nós dois estávamos sentindo os músculos das pernas e foi super bom ficar descansando por um dia inteiro apesar que olhando o pessoal esquiar me deu uma grande vontade de sair por pelo menos um tempinho, mas resisti pois acho que assim será melhor.

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